<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4365158015099331785</id><updated>2012-02-13T19:24:19.073Z</updated><category term='Mensagens dos autores'/><category term='HP'/><title type='text'>Contos a Meias</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://contosameias.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4365158015099331785/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosameias.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Mila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07833205089155467465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_RuehMziMcGw/SX9xs06xfzI/AAAAAAAAAc4/cFcapCuyGgk/S220/Foto0052.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>11</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4365158015099331785.post-6316050592581414469</id><published>2009-12-15T21:36:00.002Z</published><updated>2009-12-15T21:40:00.423Z</updated><title type='text'>Aviso</title><content type='html'>Em virtude de razões várias este estabelecimento encerra as suas portas, terminando assim uma Era que não se repetirá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projecto fica eternamente incompleto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim é. Assim será.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até um dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4365158015099331785-6316050592581414469?l=contosameias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosameias.blogspot.com/feeds/6316050592581414469/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4365158015099331785&amp;postID=6316050592581414469' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4365158015099331785/posts/default/6316050592581414469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4365158015099331785/posts/default/6316050592581414469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosameias.blogspot.com/2009/12/aviso.html' title='Aviso'/><author><name>Mila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07833205089155467465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_RuehMziMcGw/SX9xs06xfzI/AAAAAAAAAc4/cFcapCuyGgk/S220/Foto0052.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4365158015099331785.post-8660051049615123961</id><published>2009-05-10T20:27:00.006+01:00</published><updated>2009-05-11T00:32:36.713+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HP'/><title type='text'>Capitulo VII</title><content type='html'>Uma mão cheia de cabelo a ser arrancado é uma forma de ser acordado que não quero voltar a experimentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas correntes foram retiradas, outras colocadas e a seguir fui arrastado pelos braços para fora da cela sem sequer me conseguir levantar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- NÃO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco me servia gritar, fariam de mim o que bem quisessem, àquela hora da madrugada ninguém ouviria os meus pedidos de socorro e não faltavam pedidos de ajuda naquele lugar maldito todas as noite. Sempre sem resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preparei-me para o que esperava à tanto tempo, já o previa. O sitio para onde me lavavam seria a minha última morada, lá morreria, só restava saber se daqui a poucas horas com uma morte relativamente rápida ou se daqui a alguns anos com um fim menos misericordioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que eram quatro. As minhas primeiras visitas em alguns dias. Sei que um deles pertencia à prisão, conhecia intimamente aquelas botas gastas. Os outros...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem uma palavra foi trocada entre eles, nem enquanto me tiravam da cela nem durante o caminho pelo corredor escuro que ia dar a uma luz quase imperceptível no fim. Já estava tudo tratado, certamente, não havia nada a dizer, muito menos a mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegámos à rua, a noite estava fria, o céu limpo mas nem uma estrela no céu, nem a Lua, nada. Só uma escuridão imensa afrontada pelo archote que alguém segurava perto de uma carruagem parada ao pé da porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A porta fechou-se atrás de mim, chaves trancaram fechaduras, passos afastaram-se até desaparecerem. Parecia-me ter sido fechado noutra cela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui assim transferido para os meus novos carcereiros. Matar-me-iam dentro da protecção da carruagem ou seria ali e agora e o meu corpo largado no meio do campo? Os meus olhos só reparavam nas pistolas na cintura de cada um dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois dos meus novos guardas levantaram-me do chão e fizeram-me caminhar em direcção ao interior da carruagem. O terceiro atrás de nós. O do archote deu um passo em frente quando estávamos suficientemente perto para poder sussurrar-me ao ouvido - O Nunes mandou-nos para te ajudar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4365158015099331785-8660051049615123961?l=contosameias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosameias.blogspot.com/feeds/8660051049615123961/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4365158015099331785&amp;postID=8660051049615123961' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4365158015099331785/posts/default/8660051049615123961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4365158015099331785/posts/default/8660051049615123961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosameias.blogspot.com/2009/05/capitulo-vii.html' title='Capitulo VII'/><author><name>Luís Piteira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-ysE3sfcjQ5o/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAALY/15e7xd66mM8/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4365158015099331785.post-2135111711816407219</id><published>2008-07-10T18:11:00.001+01:00</published><updated>2008-07-10T18:13:20.727+01:00</updated><title type='text'>Capítulo VI</title><content type='html'>- Levanta-te.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abri os olhos lentamente. A inércia tomara conta de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Levanta-te! – A voz rouca do velho guarda persistiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá me levantei, sem grande vontade. Parecia que a motivação de revolver a minha vida se dissipara num silencia e numa monotonia aterradora. Estava ali fechado. Nada podia fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantei e aproximei-me das grades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi uma sombra alta, atrás do velho guarda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lembrei-me então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está aqui o Senhor Juiz. Mostra respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei-me que não queria, que não me podia conformar a uma vida atrás das grades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei-me que tinha de saldar as minhas dívidas, que tinha de descobrir a verdade e reencontrar a minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou a abrir a cela. Se tentas alguma coisa, já sabes. – Avisou o guarda, numa voz severa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deixa-o. Lembra-te que a tua reforma depende do teu silêncio. Agora vai. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sombra falara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não pude deixar de sorrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecia aquela voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O guarda num instante desapareceu e a sombra alta entrou na minha cela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não era uma sombra…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou um jovem franzino, como me lembrava…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um homem feito e maduro, com as primeira entradas brancas, no farto cabelo negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu rosto era agora severo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engordara uns quilos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas era ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem sombra de dúvida. O jovem que ajudei nas boémias ruas da capital. O jovem, cuja entrada na Universidade tinha sido patrocinada por mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Este era o último sítio onde espera encontrar-te.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acredito. Apesar de tudo é bom ver-te… Nunes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no seu rosto severo rasgou-se um pequeno mas honesto sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estive a ler o teu processo… Não sabia de ti mas nunca pensei que estivesses encarcerado. A coisa não está fácil para ti, e o juiz anterior não facilitou nada o processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu bem sei. – Disse, num suspiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E também deves saber que eu não deveria estar aqui, a ter esta conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Também sei isso. Mas já te agradeço só pelo facto de aqui estares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ouve, existe forças externas ao processo jurídico… Enfim, tu deves saber bem daquilo que falo. Foste bem tramado. Mesmo que a tua petição chegue oficialmente à minha secretária, dificilmente serei capaz de autorizar a repetição do teu julgamento, se é que se pode chamar àquilo que li, um julgamento…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conseguia perceber na sua voz, uma pitada de revolta. Sempre fora voluntarioso e responsável. Ver-se de mãos e pés atadas era contra tudo aquilo que acreditava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ouve Nunes, nem vale a pena tentares algo. Tens razão. São forças demasiado poderosas. Se fizeres algo, podes arruinar a tua carreira. Pior, podem ir atrás da tua família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu rosto manteve-se passivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproximei-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acabaste por casar, não foi? Com aquela rapariguinha envergonhada do mercado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acenou positivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tens filhos? – Perguntei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dois rapazes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então pensa na tua família. Não há nada que possas fazer. – Disse, resignado. – Mas é sempre bom saber que ainda me restam amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim. – Concordou, ao sair da cela. – Ainda te restam amigos. Tenho plena consciência das consequências, mas acredita que algo vai acontecer nos próximos dias. Prepara-te.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nunes? – Perguntei, meio atordoado com a firmeza das suas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vais ser transferido de prisão mas não farei com que fiques retido no caminho. Deixa tudo comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi-se embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nunes? Nunes! Nunes!! – Gritei e o meu impulso foi ir atrás dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento surgiu o guarda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parei e recuei dois passos, para dentro da cela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As suas palavras ecoavam na minha mente.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Algo vai acontecer nos próximos dias…&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4365158015099331785-2135111711816407219?l=contosameias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosameias.blogspot.com/feeds/2135111711816407219/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4365158015099331785&amp;postID=2135111711816407219' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4365158015099331785/posts/default/2135111711816407219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4365158015099331785/posts/default/2135111711816407219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosameias.blogspot.com/2008/07/captulo-vi.html' title='Capítulo VI'/><author><name>Mila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07833205089155467465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_RuehMziMcGw/SX9xs06xfzI/AAAAAAAAAc4/cFcapCuyGgk/S220/Foto0052.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4365158015099331785.post-164571388904423829</id><published>2008-02-18T13:18:00.005Z</published><updated>2008-05-26T11:48:25.008+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HP'/><title type='text'>Capítulo V</title><content type='html'>Valeu a pena o que passei às mãos dos guardas.&lt;br /&gt;Vê-lo agarrado ao nariz, cheio de sangue, sujo e imundo de ter ido ao chão, a fugir da cela assim que a abriram valeu cada murro e pontapé que levei para além da fome que passei nessa noite.&lt;br /&gt;Soube bem vê-lo correr com o rabo entre as pernas como o cobarde que é. Devia-lhe ter feito frente há anos, quem sabe se estaria nesta situação agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durou-me pouco tempo este consolo, no dia seguinte pensei no que aquela besta me tinha dito. Eles tinham um filho... Nem sabia o que pensar disso... Que idade teria? Será que saia à mãe, seria gentil como ela... ou como ela era? Ou sairia ao pai e teria aquele ar altivo, arrogante e desprezivel? É melhor nem pensar nisso, só a ideia dela estar com ele é repulsiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O controlo que ele exercia obviamente era maior que quando a deixei. Para além de dor agora havia ali ódio. Abandonar alguém pode ter esse efeito, devia saber isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu, porque nunca voltei? Que poderia ter acontecido, que poderia ele ter feito? Nem devia de ter partido. Ele nunca se atreveria a avançar com as ameaças e mesmo que tentasse, não valeria a pena? Devia ter dado mais valor ao que realmente importava. Em breve não teria nem uma coisa nem outra se continuasse com a minha sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo que me apercebi de algumas conversas eu seria levado a ver o juiz, assim que ele chegasse. Nessa altura ficaria detido noutra secção dos calabouços do Tribunal. Não sabia se devia desejar que esse momento chegasse ou não.&lt;br /&gt;Ninguém estava particularmente inclinado a acreditar em mim, nenhum advogado queria representar-me, nem os da familia...&lt;br /&gt;Não percebo nada disto... como podem prender e torturar alguém e nem se darem ao trabalho de se perguntar porquê o fiz? Perguntei-lhes eu. A resposta não podia destruir melhor as esperanças que tinha de sair dali tão cedo: "Um ricaço com' vocemecê precisa lá de alguma razã'pa despachar a moça? Confesse mas é, tava aborrecido, quis fazer alguma coisa com ela, ela nã deixô e foi o que foi!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para eles o assunto estava encerrado, era uma questão do juiz acreditar em mim ou não. Pelo que estava a ver até agora, as minhas hipóteses não eram as melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia que me estavam a deixar do juiz também não era a melhor. Pelos vistos tinha vindo de uma familia modesta e ao que me diziam tinha uma certa tendência para, em casos como este, ter uma mão pesada para alguém como eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve veria. Não estava com muita vontade de me representar a mim próprio mas possivelmente teria que ser. Curioso, estudei para me defender, para evitar que voltassem a usar a Lei contra mim mas nunca pensei que poderia ter que vir a defender a minha vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4365158015099331785-164571388904423829?l=contosameias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosameias.blogspot.com/feeds/164571388904423829/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4365158015099331785&amp;postID=164571388904423829' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4365158015099331785/posts/default/164571388904423829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4365158015099331785/posts/default/164571388904423829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosameias.blogspot.com/2008/02/captulo-vi.html' title='Capítulo V'/><author><name>Luís Piteira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-ysE3sfcjQ5o/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAALY/15e7xd66mM8/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4365158015099331785.post-8975430885682842551</id><published>2008-01-28T11:29:00.001Z</published><updated>2008-05-26T11:48:52.580+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HP'/><title type='text'>Capítulo IV</title><content type='html'>Olhei-o em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele retribuiu o gesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a conversa com a Margarida, não queria ver mais ninguém, do meu mundo exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava esgotado mentalmente mas…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele estava aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu um passo para o interior da minha cela e acenou ligeiramente aos guardas para fecharem a porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah! Vejo que ainda te lembras de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei-o com desprezo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foste rápido. A Margarida acabou de sair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E cruzaram-se? – perguntei, apesar de já saber a resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta à minha questão foi uma gargalhada cheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E, após todo este tempo, continuas com um excelente sentido de humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que fazes aqui? – perguntei de uma vez. – Sabia da visita da Margarida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem aproximou-se de mim e olhou-me nos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acho que te avisei, há já alguns anos, que já mais queria que a voltasses a ver, na tua miserável vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estou no meu direito, ela veio voluntariamente e, na verdade, nada tenho a perder. – respondi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Essa tua vontade só serve para abrir feridas antigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tinha razão, de facto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, enquanto escrevi aquele maldito recado para a Margarida, ponderei todas as hipóteses, todos os cenários, todas as consequências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, só agora pensava que aquela pequena conversa, tinha feito mais mal do que bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha reaberto profundas feridas…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A Margarida precisa de saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A Margarida não precisa de saber nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desviei o olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem suspirou e afastou-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pensei que já te tivesses acomodado ao que a vida te reservou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não. Ainda não estou morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabes? Pedi-lhe que levasse a Margarida daqui, para que ela, ao menos, não vivesse com o pensamento que estava apenas a alguns metros de ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não acredito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não acredites então. Não tentes contactá-la novamente. Não serei tão benevolente da próxima vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Só se conseguir impedi-la de vir aqui, porque eu não desistirei de lhe contar a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A postura calma e relaxa do homem desapareceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ergueu um punho e aplicou-o, com toda a força, na minha face.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tal tivesse acontecido, antes de ser preso, aquele murro teria tido algum impacto em mim…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal sentira o murro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias e noites de tortura sempre tinham os seus resultados positivos…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos do homem abriram-se ligeiramente antes de eu lhe retribuir o gesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deitei-o por terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o silêncio instalou-se novamente na cela fria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4365158015099331785-8975430885682842551?l=contosameias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosameias.blogspot.com/feeds/8975430885682842551/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4365158015099331785&amp;postID=8975430885682842551' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4365158015099331785/posts/default/8975430885682842551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4365158015099331785/posts/default/8975430885682842551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosameias.blogspot.com/2008/01/captulo-v.html' title='Capítulo IV'/><author><name>Mila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07833205089155467465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_RuehMziMcGw/SX9xs06xfzI/AAAAAAAAAc4/cFcapCuyGgk/S220/Foto0052.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4365158015099331785.post-6626047592304569341</id><published>2007-11-27T23:31:00.001Z</published><updated>2008-05-26T11:48:11.612+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HP'/><title type='text'>Capítulo III</title><content type='html'>Atiraram-me de volta para o calabouço. Um buraco escuro e infecto. Por sorte os meus únicos companheiros eram ratos, entre eles e os outros habitantes deste maldito lugar acho que preferia os roedores. O barulho incessante, os gritos, a rudeza da linguagem... Definitivamente preferia os roedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única luz que entrava naquela sala vinha de uma fresta na parede, quase ao pé do tecto. Mais valia que não houvesse luz nenhuma. A pouca que entrava apenas permitia ver palha suja no chão imundo e paredes manchadas pelo que esperava ser caruncho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo ali passava de forma diferente. Sem relógio, sem nada que me desse uma ideia da progressão do tempo, especialmente à noite... Sentia-me a dar em doido. Quanto tempo mais ficaria ali? Há quanto tempo tinha eu estado com a Margarida? Teriam sido minutos? Horas? Quando a voltaria a ver?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali estava eu, acusado de homicídio, sem saber o que seria de mim e tudo o que eu queria era voltar a vê-la...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha mente pensava ocasionalmente na minha situação. Quem teria sido? Porquê? Já entretinha a noção de ter sido eu, de alguma forma ter sido eu o responsável e estar num tal estado de negação que não era capaz de o admitir... Ridículo... Aquele sitio estava a afectar-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não sabia o que estava ali a fazer. Tinham-me arrastado para a prisão sem me dar uma hipótese de me explicar e não me disseram do que estava à espera. Rezava para que não me tivessem enfiado ali sem direito a um julgamento, que apenas o estivessem a preparar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A porta abre-se. Em vez do guarda de costume entram dois. Acompanhava-os um homem de meia idade, bem vestido, porte nobre. Por algum motivo tinha mais receio de o ver que aos dois novos guardas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4365158015099331785-6626047592304569341?l=contosameias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosameias.blogspot.com/feeds/6626047592304569341/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4365158015099331785&amp;postID=6626047592304569341' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4365158015099331785/posts/default/6626047592304569341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4365158015099331785/posts/default/6626047592304569341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosameias.blogspot.com/2007/11/captulo-iv.html' title='Capítulo III'/><author><name>Luís Piteira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-ysE3sfcjQ5o/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAALY/15e7xd66mM8/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4365158015099331785.post-4810217227271272615</id><published>2007-09-19T16:19:00.001+01:00</published><updated>2008-05-26T11:47:30.096+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HP'/><title type='text'>Capítulo II</title><content type='html'>Fecho os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que se apercebeu finalmente do rumo do meu discurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oiço-a respirar fundo e afastar-se alguns passos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi para isso que se chamaste aqui? – Ela perguntou, num tom de voz agressivo, ao se afastar da pequena janela gradeada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem eu próprio sabia explicar muito bem porque decidira, de repente, vê-la, após tantos anos. Acho que, após tantas mentiras, queria esclarecer tudo, de uma vez por todas, antes que fosse demasiado tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi, não foi? – Ela insistiu novamente. – Se é essa a razão, então…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Espera. – Pedi, quando encontrei a minha voz. – Espera, deixa-me terminar a minha história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A tua versão dos factos, queres dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As suas palavras não me surpreenderam mas a sua frieza paralisou-me por alguns segundos. Esta já não era a rapariga doce e terna que conhecera nos meus tempos de juventude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se é assim que preferes… Peço-te apenas algum do teu tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muito bem. Sê rápido então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As suas palavras libertaram-me de uma tensão que eu não sabia que tinha. Suspirei, aliviado, e olhei para ela, mais uma vez. A ausência de contacto humano permanente, durante os meus longos anos de reclusão, tornou-me mais atento aos pequenos sinais físicos, quase imperceptíveis a olho nu. Não bastam as palavras, aquilo que uma pessoa afirma num determinado momento. Essa mensagem só tem real valor que se todo o seu corpo corroborar.&lt;br /&gt;A minha visita não tinha forma como escapar à minha análise. As suas palavras frias e distantes eram traídas por uma postura corporal rígida. Quando entrou na minha cela, minutos antes, quase que conseguia sentir o seu medo por estar ali. Poucas vezes&lt;br /&gt;conseguiu olhar-me directamente, e mantinha uma distância, que lhe proporcionava uma relativa segurança. E a verdade é que essa distância também se tornou confortável para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para ela novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cruzara os braços, num gesto clássico de impaciência. Como eu me lembrava bem disso…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpa, dispersei por uns segundos… - Ofereci honestamente quando retomei ao meu lugar original, ao canto da cena. Cai no silêncio novamente. Permiti, que a vida da cidade lá fora, me acalmasse e me ajudasse a concentrar. Sorri tristemente com o barulho energético das crianças que brincavam lá fora. Carroças e cavalos deixavam a sua marca na calçada antiga, ao mesmo tempo que ouvia conversas sem nexo para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hesitas em começar. Não me lembro de seres tão parco em palavras ou tão covarde, Afonso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Ali mesmo. Ela ainda sabia como me atingir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quero que saibas a verdade. Nada mais me interessa neste momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, queres limpar o teu nome antes de partir e, sinceramente, acho que não sou o instrumento ideal. Segui com a minha vida, e não mais olhei para trás. Merecia isso, após tudo aquilo que me fizeste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bem sei que seguiste em frente mas, ainda assim, estás aqui. – Constatei amargamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quero por um ponto final em tudo o que esteja relacionado contigo e continuar a minha vida, com o meu marido e o meu filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A emoção na sua voz estava contida mas era perceptível. Não sabia que tinha um filho…. Não sei muitas coisas…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baixei o meu olhar. O seu olhar era demasiado carregado para mim. Continha imensas coisas que, no momento, não queria ver. Margarida sempre fora um livro aberto. Agora tornara-se numa manhã densa de nevoeiro. Conseguia ver algo, mas o que estava para além daqueles olhos assustava-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muito bem então. Não era assim que espera regressar a casa. Espera um abraço de boas-vindas, um aperto de mãos dos amigos mais próximos… Regressar a uma casa vazia foi um duro golpe para mim. Mas encontrá-la, ali, sem vida, foi um choque para mim… Toquei-lhe. Estava fria e pálida, com aqueles grandes olhos, a contemplarem o vazio. Não havia vida ali, soube de imediato. Virei o seu corpo inerte e encontrei um punhal cravado no seu peito. Soube então. Algo de muito grave se tinha passado… - Calei-me por uns segundos. A imagem era demasiado dolorosa. – Num acto de pura estupidez, decidi retirar o punhal ensanguentado… Foi nesse preciso momento que o Miguel decidiu entrar no quarto… Após isso, só me lembro do seu grito…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Assassino!”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4365158015099331785-4810217227271272615?l=contosameias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosameias.blogspot.com/feeds/4810217227271272615/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4365158015099331785&amp;postID=4810217227271272615' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4365158015099331785/posts/default/4810217227271272615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4365158015099331785/posts/default/4810217227271272615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosameias.blogspot.com/2007/09/captulo-iii.html' title='Capítulo II'/><author><name>Mila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07833205089155467465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_RuehMziMcGw/SX9xs06xfzI/AAAAAAAAAc4/cFcapCuyGgk/S220/Foto0052.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4365158015099331785.post-3260443470635523880</id><published>2007-07-17T20:34:00.000+01:00</published><updated>2007-07-17T21:07:30.321+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mensagens dos autores'/><title type='text'>Um desafio...</title><content type='html'>Neste momento não temos um título para a nossa história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte do apelo do projecto é não discutirmos um com o outro o que vamos escrever. Não é uma regra mas fazê-lo levaria com certeza a sugestões e aí, apesar de ainda ser cooperativo, deixava de ter, para nós, aquele mistério do que vai ser escrito a seguir, como vamos continuar a história...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nos deixa num impasse. Não podemos dar um nome à história antes de saber o que vamos escrever e não podemos, unilateralmente, decidir um nome. É injusto para o outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora então qual é o desafio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostávamos que oferecessem sugestões para o título. De momento o nome do projecto é HP (nada a ver com o Harry Pothead - História Principal... sim, eu sei, sou TÃO original), escusado será dizer que preferíamos ter algo melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto... à medida que forem lendo postem um comentário. Digam-nos o que acham. Apresentem sugestões para o nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não ganham nada com isso... vá, um agradecimento. Com sorte um café, se morarem perto. ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos à espera.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4365158015099331785-3260443470635523880?l=contosameias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosameias.blogspot.com/feeds/3260443470635523880/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4365158015099331785&amp;postID=3260443470635523880' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4365158015099331785/posts/default/3260443470635523880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4365158015099331785/posts/default/3260443470635523880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosameias.blogspot.com/2007/07/um-desafio.html' title='Um desafio...'/><author><name>Luís Piteira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-ysE3sfcjQ5o/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAALY/15e7xd66mM8/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4365158015099331785.post-3460299651298098890</id><published>2007-07-17T01:42:00.001+01:00</published><updated>2008-05-26T11:47:12.458+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HP'/><title type='text'>Capitulo I</title><content type='html'>A viagem nunca mais acaba. É mais longa do que eu me lembrava e o calor abrasador dentro da carruagem é exacerbado pela quantidade de pessoas que me rodeiam e faz com que a viagem ainda pareça mais longa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda me pergunto porque volto... Os meus pais já tinham partido e de família só me restava um tio. Interesse na fazenda e nos seus assuntos não era certamente. Sentia falta da minha terra mas não havia ali nada para mim a longo prazo, eu sabia disso, eventualmente estaria a fazer a viagem de regresso a Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chegada é o que imaginei. Poucos são os que saem do comboio, ninguém quer vir para esta terra. Não me vieste receber, já calculava apesar de ainda ter alguma esperança que o fizesses. Olho em redor, talvez estejas escondida... não, claro que não. Em toda a estação estará apenas uma dúzia de famílias à espera de alguém. Principalmente mulheres e crianças entre elas a mulher e a filha do velho Jeremias que certamente rogavam-me pragas por demorar tanto a devolver-lhes o homem. Mal sabem elas o que este tinha vivido comigo, talvez ele nunca lhes contasse, talvez fosse o melhor. A felicidade no rosto delas é imensa, não o viam desde... já nem eu sei apesar de elas contarem todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da estação de comboios até à fazenda não é dita uma palavra. Apesar das saudades a família sabia que tem tempo matar saudades, para saber tudo sobre a capital, tudo o que viste e fizeste. Agora não, deixam-te descansar, velho Jeremias, sentado ao lado do jovem Miguel enquanto a família segue atrás comigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miguel... vens certamente pela Joana. Apesar de simpatizarmos um com o outro é por ela que vens. O velhote não fala nessas coisas mas não vê problema nisso, sabe que és bom rapaz, conhece os teus pais, viu-te nascer, arranjou-te o trabalho na fazenda, provavelmente até acha uma certa piada à situação. A mãe, por outro lado, vigia-te e não consegues olhar para a rapariga sem ser interceptado... Certamente não aprova o facto de seres alguns anos mais velho que a filha. É melhor prestares atenção ao caminho, mesmo conhecendo-o como conheces...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O alvo das tuas atenções não se apercebe da situação. Com 16 anos está a tornar-se numa bela mulher, o cabelo moreno longo, os olhos castanhos, vivos e profundos...  saúdo o bom gosto apesar das memórias que me traz. Ou será que sou eu que quero ver essas memórias em qualquer sitio? Não sei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente chego a casa. Há dois anos que não venho a casa... a loucura... Certamente a Maria terá feito uma limpeza de alto a baixo. A comida estará ao lume enquanto ela faz algum ultimo preparativo. Vou apanhar-te de surpresa, como sempre. Assustar-te, matar-te do coração, nas tuas palavras... Alguns abanões, fingimento de zanga, depois abraçar-me-às e perguntar-me-às pelas notas, por Lisboa, pelos namoros... Tenho que te convidar para jantares comigo, não podia ser de outra maneira. Sempre comeste connosco, desde que eu era miúdo e tu um pouco mais velha mas sempre tivemos que te convidar. Nunca te sentaste por tua própria vontade connosco, sempre quiseste comer sozinha na cozinha apesar de nunca o termos permitido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora estarás nos teus trinta anos. Não sabes nem nunca te importou saber isso. Tudo o que sempre conheceste foi a nossa família, provavelmente a tua primeira memória é de nós. Vieste para nossa casa muito cedo. Não tinhas mais ninguém quando os teus pais desapareceram sem deixar rasto e a minha mãe teve pena de ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que fizeste durante estes dois anos? Sem os meus pais, sem mim? O Miguel ter-te-à feito companhia. Talvez tu e a mulher do velhote se tenham consolado uma à outra. Saberei tudo isso em breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que me apetece agora é tirar esta roupa suada de cima do corpo. Acendo uma vela, coloco-a num pequeno castiçal de barro e levo-a comigo. Chego ao meu quarto sem ver ninguém, a casa, ao que vejo, limpa e arrumada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trouxe só uma mala, o indispensável. O resto, o velhote traz amanhã. Ele que fique com a família, escusa de carregar agora com as coisas e não há lá nada de que precise imediatamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato, que de manhã me estava tão bem, agora a meio da noite era um conjunto de tecidos empapados em suor. A Maria pensou em tudo. Uma tina com água, o suficiente para me refrescar, perfeito. Apetece enfiar-me já na cama mas é melhor comer algo. Falar um pouco com a Maria. Por um lado pelo convívio, por outro para ter a certeza que adormeço logo e não fico acordado a pensar nela...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desço as escadas, agora vestido de fresco, entusiasmado por poder falar com alguém. Procuro-te por todo o lado à luz da vela que levo comigo. Não estavas no primeiro andar, não te vi. E depois... tu agora nunca entrarás no quarto dos meus pais e nunca entraste em toda a tua vida no escritório do meu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém na sala. Pouso a vela e sento-me no sofá em frente à lareira, nesta altura do ano apagada. Na mesa de centro está o cachimbo do meu pai. Um longo e curvo cachimbo de cerejeira, gostavas de ler enquanto fumavas mas odiavas ter que o segurar portanto a minha mãe ofereceu-to pensando que assim conseguirias fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Pela tua cara foi dos melhores presentes que te ofereceram. O velho cachimbo estava agora em cima da lareira, num suporte, uma recordação dos bons momentos que te deu e uma decoração tosca. Provavelmente foi feito a partir de um pedaço de oliveira pelo velhote quando toda a gente ainda o tratava por Jeremias, em vez de Tio Jeremias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cheiro do tabaco levanta muitas recordações. Ainda me lembro de ter comprado a caixa de mogno trabalhado em que o guardavas e em cima da qual deixavas o cachimbo... Mas está aberta e cachimbo está pousado em cima da mesa, não da caixa... Está tudo lá dentro. O isqueiro, uma ferramenta para o tabaco, um pequeno saco de flanela... Mas porque está aberta? Só ele mexia nela. A Maria certamente não lhe tocaria, agora teria medo de tudo o que era deles, medo de ofender a sua memória. Isto está a intrigar-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era estranho. Ela já saberia que eu tinha chegado, estava há tanto tempo em casa que ela já teria dado por mim, já teria chamado por mim. Reparo num cheiro a... nem sei. Parece comida mas algo está errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou à procura dela. A estas horas e sabendo que voltei tens que estar em casa. Tens o teu quarto num anexo à casa mas estarias à minha espera. Eu escrevi a avisar que viria...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percorro a casa escura iluminada apenas pela vela que levo comigo, as sombras movimentando-se à medida que avanço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só podes estar na cozinha, na sala de jantar não deves estar mas passo por lá para ter a certeza, fica em caminho. Nada... O cheiro torna-se... pior? Não sei... Há algo bom e ao mesmo tempo mau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chego à cozinha. A luz das janelas e do fogueira permitem ver o que se passa. Tu estás sentada à mesa, a cabeça em cima da madeira. Trabalhaste o dia inteiro e estás tão cansada que não resististe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cheiro é o jantar... ou o que até há algum tempo era o jantar. Suponho que fosse alguma sopa ou canja... neste momento é impossível identificar... Apenas sobrou uma mistela no fundo da panela pequena que tiro do lume agora que começa a largar um cheiro desagradável e nada parecido com comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vais ficar envergonhada mas tenho que te acordar. O jantar já não tem salvação e a estas horas talvez seja melhor irmos já para a cama que por mais cansada que estejas te saberá melhor do que as duras tábuas da mesa. A vela pousada em cima da mesa desde que entrei deixa-me olhar para ti. O cabelo está enorme e desalinhado. Costumavas usar um lenço a prender esses caracóis loiros e pareces estar mais forte. Pelo menos não tens passado fome, tens cuidado de ti, ainda bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pequeno toque... sem resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproximo-me mais de ti, o cabelo a tapar-te os olhos. Acorda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto, não sei se vejo, algo no chão. O teu lenço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tento mais uma vez. Um pequeno abanão, o suficiente para perceber que algo está errado. Tiro-te o cabelo da cara e percebo. Os teus olhos estão abertos mas não vêm nada, a cara pálida e fria, a camisa branca manchada de sangue no peito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4365158015099331785-3460299651298098890?l=contosameias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosameias.blogspot.com/feeds/3460299651298098890/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4365158015099331785&amp;postID=3460299651298098890' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4365158015099331785/posts/default/3460299651298098890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4365158015099331785/posts/default/3460299651298098890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosameias.blogspot.com/2007/07/capitulo-ii.html' title='Capitulo I'/><author><name>Luís Piteira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-ysE3sfcjQ5o/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAALY/15e7xd66mM8/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4365158015099331785.post-4191385529809931866</id><published>2007-07-02T15:24:00.001+01:00</published><updated>2008-05-26T11:49:13.761+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HP'/><title type='text'>Prólogo</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Cumpridos dez anos de prisão por um crime que não pratiquei e do qual, no entanto, nunca me defendi, morto para a vida e para os sonhos: nada podendo já esperar e coisa alguma desejando – eu venho fazer enfim a minha confissão: isto é, demonstrar a minha inocência.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;in &lt;em&gt;As Confissões de Lúcio&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não. Engano meu. Não sou totalmente inocente no meio desta história. Apesar de não ser responsável pelo crime do qual sou acusado, cometi o maior dos pecados: não acreditei em ti. Os meus olhos cerraram-se perante o teu rosto angustiado, carregado de pureza. Os meus ouvidos fecharam-se às tuas palavras verdadeiras. Desculpa. Mil vezes desculpa. Nunca, na minha vida, conseguirei saldar a minha dívida para contigo. Perdoa-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou inocente mas admito agora que contribui para a minha perdição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Odeio-me a mim próprio mas, acima de tudo odeio o carácter fraco do homem, a sua cegueira, a sua violência, a sua brutalidade! Odeio o homem por se iludir facilmente! Odeio o homem por querer alcançar aquilo que jamais poderá alcançar! Odeio o homem por amar demasiado a carne…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdoa-me!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Capítulo I&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Abri os olhos pela milésima vez nessa noite. A escuridão do quarto frio rodeou-me nesse instante e tomei consciência que estava só, pela primeira vez, em meses. Não me lembrava da última vez que estivera, sozinho, naquela enorme cama. Senti-me só mas, ao mesmo tempo, confiante no amanhã que, certamente, só traria coisas maravilhosas… Certamente…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passava os meus longos dedos pelo meu cabelo rebelde ao mesmo que suspirava profundamente. Talvez tentava encontrar algum odor humano, para além do meu, ainda presente no quarto, que me reconfortasse. Talvez tentasse desesperadamente guardar algo na minha memória. O cheiro fresco do tabaco, o cheiro perfumado dos lençóis…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perfumado…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De certo que não era meu…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acendi, com uma lentidão que não me era habitual, uma vela que repousava, esquecida, em cima da antiga mesa de cabeceira. A luz fraca invadiu o quarto espaçoso, criando um estranho jogo de sombras, para o qual eu não tinha qualquer paciência naquele momento. Numa outra noite não recusaria tal convite. Servia de escape, entre os momentos de perdição sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã seria diferente. Tinham chegado ao fim os episódios de vida boémia que qualquer jovem rico deveria ter na sua vida, ao mesmo tempo que cumpria o seu dever na universidade da Capital. Faltavam as forças para partir e deixar toda a boa vida para trás mas, ao mesmo tempo, desejava regressar. Sentia a falta da terra que me tinha visto nascer. Sentia do seu povo, das suas paisagens, das suas histórias… Sentia falta de tudo isso mas algo me dizia para ficar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teria saudades daquela vida fácil mas não era só isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia muito tempo que não me lembrava de ti. Tinha a mente demasiado absorta pelas pequenas obsessões, pelas minhas vivências e fui-me esquecendo de ti… Como, não sei. Quando me apercebi, não me lembrava do teu sorriso, do calor do teu sorriso inocente. Agarrei-me ao pouco que me lembrava do teu rosto, com o intuito de não enterrar a minha juventude mas, confesso, depositei-te num canto obscuro da minha mente e não te visitei durante muitos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdoa-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, no meio daquela insónia tempestiva, o teu rosto surgiu, tão claramente como da última vez que te tinha visto. Lembrei-me de ti. Recordei-me e percebi que te tinha feito promessas e que as quebrei todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prometi cartas e cartas recheadas de caracterização da capital, de palavras de conforto e de carinho e assim fiz, nos primeiros meses, até que fui tomado pela inércia da cidade. Moldei-me a outro estilo de vida, conheci novas pessoas, conheci sítios fascinantes…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esqueci-te.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal os primeiros raios de sol tocaram nas janelas, já estava impecavelmente vestido. As malas há muito que haviam sido feitas pelo criado que me seguiu fielmente toda a vida e a quem nunca dei o devido respeito. Perdoa-me velho sábio, suguei-te a vida que te restava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me de que lancei um último olhar ao quarto e recordei todos os momentos que ali havia passado. Conclui então que, em breve, voltaria à capital e instalar-me-ia num dos luxuosos hotéis, até encontrar uma casa, grande o suficiente para comportar o meu enorme ego. Tinha a noção de que a minha pequena terra natal não era suficientemente grande para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homem louco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada é suficientemente grande para nós pois tudo nos ultrapassa em grandeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4365158015099331785-4191385529809931866?l=contosameias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosameias.blogspot.com/feeds/4191385529809931866/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4365158015099331785&amp;postID=4191385529809931866' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4365158015099331785/posts/default/4191385529809931866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4365158015099331785/posts/default/4191385529809931866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosameias.blogspot.com/2007/07/prlogo-cumpridos-dez-anos-de-priso-por.html' title='Prólogo'/><author><name>Mila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07833205089155467465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_RuehMziMcGw/SX9xs06xfzI/AAAAAAAAAc4/cFcapCuyGgk/S220/Foto0052.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4365158015099331785.post-502277896966512856</id><published>2007-07-02T12:17:00.001+01:00</published><updated>2008-12-11T15:37:29.602Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mensagens dos autores'/><title type='text'>Bem vindos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RuehMziMcGw/Rojgbh3lMhI/AAAAAAAAAF4/HVu-erUiajY/s1600-h/HPIM0752.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5082558943040188946" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RuehMziMcGw/Rojgbh3lMhI/AAAAAAAAAF4/HVu-erUiajY/s320/HPIM0752.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Bem vindos ao &lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Contos a Meias&lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;--------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço minhas as palavras da Mila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que gostem do nosso projecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia, neste momento, é escrever algumas histórias de forma cooperativa. Vamos focar a nossa atenção numa só história, assegurando assim que o projecto está vivo mas eventualmente, dependendo do tempo e da vontade, adicionaremos pequenos contos que poderão ter continuação. Quem sabe outras histórias quando a presente tiver acabado ou até em simultâneo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luís&lt;br /&gt;17 de Julho de 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4365158015099331785-502277896966512856?l=contosameias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosameias.blogspot.com/feeds/502277896966512856/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4365158015099331785&amp;postID=502277896966512856' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4365158015099331785/posts/default/502277896966512856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4365158015099331785/posts/default/502277896966512856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosameias.blogspot.com/2007/07/bem-vindos-ao-contos-meias.html' title='Bem vindos'/><author><name>Mila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07833205089155467465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_RuehMziMcGw/SX9xs06xfzI/AAAAAAAAAc4/cFcapCuyGgk/S220/Foto0052.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RuehMziMcGw/Rojgbh3lMhI/AAAAAAAAAF4/HVu-erUiajY/s72-c/HPIM0752.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
